Eu nunca fui normal, cara. Não tô falando no sentido literário ou coisa assim. É que eu nunca fui normal mesmo. Nunca gostei de ser igual a ninguém. As garotas da minha idade gostam de sair, badalar. Experimentar bobagens, coisas novas. Eu prefiro ficar em casa, enchendo páginas e mais páginas de rabiscos. Colocando meus sentimentos pra fora, mesmo que não façam sentido. A minha arte é escrever. Escrevo não só porque gosto, mas porque preciso. É pra alimentar a alma, o coração. E se você quer saber, eu não me importaria de passar o resto da minha vida vivendo de palavras. Sou estranha, sei disso. Eu ouço bandas que ninguém mais ouve, e mesmo assim não ligo. Não sigo padrões, tampouco rótulos. Visto o que quero, não o que a moda impõe. Sou diferente. E não quero ser hipócrita igual a toda sociedade. Sou livre pra falar, pensar e agir. Mesmo que seja em um papel. Tenho meus próprios princípios. Mas aprendi que as palavras o vento leva. Sou idiota. Todo mundo é. Eu vivo de sonhos. E no meu mundo, a realidade parece distante. Mas a certeza que eu tenho é de que o amor machuca em qualquer lugar. Digo por experiência própria, eu sei o que é sofrer. E não me importo em chorar. Sei que vai passar, cara. Sempre passa. E depois disso vou ter uma história pra contar. Mas é isso que eu quero pra mim. Quero viver a vida, mesmo que seja no meu próprio mundinho. É assim que as coisas funcionam. E como eu havia dito, eu nunca fui normal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário